Ruby Sparks é uma personagem que foi criada por Calvin.
Este, por sua vez, é um excelente, novo e famoso escritor que a pouco tempo se
separou da sua única namorada. Calvin é um daqueles caras nerds que apenas
passam o dia inteiro dentro de sua casa lendo, tem problemas em se relacionar
com o sexo feminino, tem poucos amigos (na realidade só um) e não gosta da
companhia de sua família animada. Nada de mais se fosse apenas isso. O tempero
especial é que Calvin escreve sobre uma misteriosa garota que entra em seus
sonhos e, a partir disso, ela aparece em sua vida como se o que ele havia
escrito tenha realmente acontecido. De duras digitadas na velha máquina de escrever,
Ruby Sparks transforma-se em matéria.
O filme é divertido, mas não pode ser comparado com estilo
comédia romântica entre dois pombinhos alegres. Dirigido pelos mesmos diretores
de “Pequena Miss Sunshine”(Jonathan Dayton e Valerie Faris), ele tem uma cena
muito dramática que te coloca dúvidas sobre se o filme que você está assistindo
é aquele mesmo que começou a alguns minutos atrás. “Ruby Sparks” não é como os
outros filmes românticos pois ele tem pedaços de mistério e drama. Tem seus
pontos divertidos e fofos, mas não sai da sua cabeça pela forma de como a
história foi contada, de que foi
produzida. Os produtores não tiveram medo de ter colocado palavrões que
tirassem a fofura que era o cartaz do filme, e muito menos de ter cortado cenas
fortes para não assustar quem estivesse assistindo (não estou falando de cenas
obcenas).
Além da história fantasiada ter sido contada
maravilhosamente, ela aborda uma questão social entre casais também; como a
dificuldade de aceitar o/a companheiro/a pelos defeitos e qualidades que tem,
em querer sempre adaptar o/a amado/a para que seja sua “alma gêmea”. Como numa
história de amor, “Ruby Sparks” tem suas cenas alegres, tristes e dramáticas
que não sairão de sua cabeça por um tempo.
PorBella
