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| fonte:: http://so-changeable.blogspot.com.br/2012/09/a-culpa-e-das-estrelas.html |
A história mais cancerígena e engraçada que eu já li até
hoje. “A culpa das estrelas” é um livro para se lembrar um dia. Com seus altos
e baixos de risos e choros, John Green é incrivelmente bom em envolver o leitor
numa história original e irônica, com pitadas de momentos hilários que depois
vão para o drama da dor num passe de palavras.
“A culpa das estrelas” é um fofo romance entre dois jovens
desgraçados. Ela, a narradora, é Hazel Grace e tem um irrecuperável câncer no
pulmão. Ele, o príncipe encantado filósofo, é Augustus Waters e tem uma perna e
um tiquinho da outra. Eles se conhecem num Grupo de Apoio – onde as pessoas que
estão com câncer vão para encontrar forças e rezar, e onde fica o coração de
Jesus Cristo - e depois trocam nomes de
livros e pensamentos e "O.k.s". Entre a certeza de que vai morrer e o medo de fazer as
outras pessoas sofrerem por sua futura morte, Hazel tenta ao máximo resistir à
tentação dos incríveis músculos e dos olhos azuis de seu paquera, Gus – para os
mais íntimos. Mas, no final, todos nós sabemos que em todo o romance rola um
beijo romântico (e rola, e é muito fofo e engraçado).
Hazel é demais. Tem um ótimo
senso de humor negro (e incrível) sobre as pessoas, a vida e a morte, e tenta
sempre levar as coisas na brincadeira e ironia. Seus pais são os mais adoráveis
e caretas de todos os outros pais existentes no mundo, e são terrivelmente vidrados
nessa única filha que pode morrer a qualquer momento – ela anda e depende
sempre do oxigênio vindo de máquinas. Já Augustus é um daqueles jovens que,
como Hazel, adora uma brincadeira, mas que quer ser lembrado por todos um dia. Por conta de uma doença chamada osteossarcoma, ele teve que amputar
grande parte de sua perna e, por conta disso, dirige terrivelmente mal
e tem dificuldades em subir escadas e etc. O que une, praticamente, os dois
pombinhos é o amigo Isaac, e o livro preferido de
Hazel, Uma aflição imperial.
Essa resenha está muito chata para fazer jus ao livro. Tudo
o que posso dizer que é hilário e que você tem que ler algum dia. É de fácil
leitura e te prende até o final. Com uma pitada de melancolia por conta do
câncer (que é super-hiper-mega tratado
no livro), ele te faz enxergar a vida e a doença em si de uma maneira
diferente. Embora a capa seja simples e um pouco infantil, você vai aprender
bastante coisa com esses dois personagens guerreiros e infinitos, nas mais
diversas situações que depois viram metáforas inteligentes e brilhantes. Muita
metáfora, muita filosofia, muito riso, muito choro, muito romance e muita
reflexão. John Green é demais. O.k.
PorBella
